Na Knowledge 2026, a ServiceNow expandiu o AI Control Tower com 30 novas integrações (AWS, Azure, GCP, SAP, Oracle, Workday), lançou o Action Fabric em disponibilidade geral e o Project Arc em parceria com a Nvidia. A aposta declarada é posicionar-se como a camada neutra que governa agentes de qualquer fornecedor. Análise técnica do que entrega hoje, do que permanece como roadmap, e do lugar que essa categoria está ocupando no enterprise.
AI-native ERPs estão pegando dinheiro grosso nos EUA: Doss US$ 55M, Aden via Y Combinator, ticket médio das rodadas em agentic AI quase dobrou (US$ 82M para US$ 155M entre H1 2025 e Q1 2026). Para o mid-market brasileiro entre R$ 50M e R$ 500M, ainda não há ameaça operacional. Por quê, e o que precisa mudar.
A transição IBS/CBS começou em 2026 com alíquota teste (0,9% CBS, 0,1% IBS) e vai mudar a cada ano até 2032. Quem tem ERP customizado em código depende de consultoria todo ano. Quem tem a política da empresa como arquivo legível por humano e por agente reescreve a regra em horas. McKinsey descreveu o padrão arquitetural; o experimento brasileiro está em curso.
No evento da semana passada (21 de maio, Transamerica SP, 2.500 executivos), a Senior lançou SARA Studio: plataforma que permite ao cliente criar agentes de IA próprios sem programação. Com 50+ agentes especializados já entregues em 9 áreas (incluindo Reforma Tributária) e cases como Hidea Motores, a Senior se posiciona em vetor mais ambicioso que o Sankhya Deploy Agent. Vetor diferente, e também é arquitetura nova.
Cinco partners da McKinsey publicaram este mês um paper afirmando que a arquitetura clássica do ERP está acabando. Cinco forças, três quadros, e uma tese que muda o cálculo de compra de quem ia trocar de ERP em 2026 ou 2027.
Aplicamos o Quadro 2 do paper McKinsey (a evolução do ERP em seis eras) ao mid-market brasileiro real. Resultado: SAP/Oracle BR já em 2025-2030; TOTVS LYNN e Sankhya Deploy Agent puxando em 2025; metade do mid-market ainda em 2010 (cloud sem agente).