Líder executivo na Nasajon dirigindo uma operação de ERP/SaaS B2B em escala, ao longo de todo o ciclo do cliente. Aqui no ERP Agêntico, escreve sobre o mercado de ERP, o impacto de agentes autônomos em sistemas de gestão empresarial, e a transição da operação de cliente quando IA passa a executar processo, não só sugerir.
Lidero na Nasajon Produto, Engenharia, Suporte, Onboarding, Serviços Profissionais e o BPO de Folha. É uma organização de cerca de 240 pessoas (10 gestores diretos) atendendo aproximadamente 3.000 clientes, dos quais cerca de metade são escritórios de contabilidade.
Minha atuação conecta estratégia e execução: habilito go-to-market em negociações maiores (solução e pré-venda), garanto previsibilidade de entrega e converso diretamente com clientes para retenção e geração de valor no longo prazo.
Cadência de operação ponta a ponta entre produto e operações de cliente: gestores, métricas, qualidade, confiabilidade
Habilitação de go-to-market: pré-venda, onboarding e execução de serviços
Modernização de plataforma para escala SaaS: bases cloud, escalabilidade, dados/analytics, IA generativa aplicada (RH/folha, suporte com conhecimento, BI conversacional)
Resultados de experiência: NPS em faixa de excelência e CSAT >85% de forma consistente
Porque o que está acontecendo no mercado de ERP, a transição de copilots para agentes autônomos, vai redefinir como software de gestão é projetado, vendido e operado pelos próximos cinco anos. E porque a melhor leitura disso não vem de analistas externos. Vem de quem está dentro do problema, todo dia, vendo o que funciona em campo e o que ainda é PowerPoint.
Esta publicação é o caderno aberto desse processo. Escrevo com convicção e com viés declarado. Quando o post toca Nasajon, declaro. Quando toca concorrentes, declaro. Quando toca o mercado, declaro qual é o ângulo da casa.
Esta publicação aceita colaboradores nomeados: outros executivos, engenheiros, controllers, CFOs em residência. Quem está implementando IA em produção e quer escrever sobre, manda para pauta@erpagentico.com.br.
A Nvidia anunciou na Computex 2026 o RTX Spark. Soma-se ao Apple M5 e ao Qualcomm Snapdragon X: o notebook corporativo passa a estar habilitado para IA de fábrica. Pedro Doria captou o movimento em coluna recente do O Globo. Os números (Gartner, Forrester) recomendam moderação: o ganho é real para o CFO early adopter, ainda que a adoção em massa do mid-market brasileiro tenda a ser mais lenta. O que vale fazer hoje, sem prometer revolução em 24 meses.
A Lovable atravessou US$ 400M de ARR em fev/2026, com 8 milhões de usuários e 100 mil projetos novos por dia. 87% das Fortune 500 já rodam pelo menos uma plataforma de vibe coding. Em times de finanças, alguém da operação já construiu o próprio agente. A tese deste post: o ERP que não se tornar o núcleo agêntico próprio da organização poderá enfrentar custos significativos, especialmente em incidentes fiscais ou processos de auditoria, ao constatar que agentes externos não respeitam necessariamente os limites do seu perímetro de controle.
Na Knowledge 2026, a ServiceNow expandiu o AI Control Tower com 30 novas integrações (AWS, Azure, GCP, SAP, Oracle, Workday), lançou o Action Fabric em disponibilidade geral e o Project Arc em parceria com a Nvidia. A aposta declarada é posicionar-se como a camada neutra que governa agentes de qualquer fornecedor. Análise técnica do que entrega hoje, do que permanece como roadmap, e do lugar que essa categoria está ocupando no enterprise.
AI-native ERPs estão pegando dinheiro grosso nos EUA: Doss US$ 55M, Aden via Y Combinator, ticket médio das rodadas em agentic AI quase dobrou (US$ 82M para US$ 155M entre H1 2025 e Q1 2026). Para o mid-market brasileiro entre R$ 50M e R$ 500M, ainda não há ameaça operacional. Por quê, e o que precisa mudar.
A transição IBS/CBS começou em 2026 com alíquota teste (0,9% CBS, 0,1% IBS) e vai mudar a cada ano até 2032. Quem tem ERP customizado em código depende de consultoria todo ano. Quem tem a política da empresa como arquivo legível por humano e por agente reescreve a regra em horas. McKinsey descreveu o padrão arquitetural; o experimento brasileiro está em curso.
No evento da semana passada (21 de maio, Transamerica SP, 2.500 executivos), a Senior lançou SARA Studio: plataforma que permite ao cliente criar agentes de IA próprios sem programação. Com 50+ agentes especializados já entregues em 9 áreas (incluindo Reforma Tributária) e cases como Hidea Motores, a Senior se posiciona em vetor mais ambicioso que o Sankhya Deploy Agent. Vetor diferente, e também é arquitetura nova.