A semana de 19 a 25 de maio entregou três sinais que entram no mesmo argumento, e este texto introduz o argumento antes das três leituras.
A Tese começa pelo cronograma fiscal que ninguém pediu: a reforma tributária brasileira saiu da fase de regulamentação e entrou em produção. Alíquota teste IBS/CBS já está rodando desde janeiro; mudanças anuais previstas até 2032. Para mid-market industrial com operação interestadual, é projeto pesado de reparametrização do ERP. Anualmente. Por seis anos seguidos. Quem tem ERP customizado em código depende de consultoria todo ano; quem tem a política da empresa como arquivo legível por humano e por agente reescreve a regra em horas. McKinsey descreveu o padrão arquitetural em maio; o experimento brasileiro está em curso, com mais de um player construindo em paralelo.
Em Produto, cobrimos o Senior Experience 2026 da quinta-feira passada (21/mai, Transamerica SP, 2.500 executivos, 80 speakers incluindo Karnal, Prioli e Guga, expositores Oracle, BTG e Gartner). O anúncio principal: SARA Studio, fábrica B2B de agentes de IA que permite ao cliente criar agentes próprios sem código. Olhamos no que a Senior já tem em produto (SARA com 50+ agentes em 9 áreas, cases como Hidea Motores), e por que SARA Studio coloca a Senior em vetor mais ambicioso que o Sankhya Deploy Agent (vetor diferente, e arquitetura mais alta na taxonomia McKinsey).
Em Mercado, fechamos olhando para a outra ponta: o dinheiro grande indo para AI-native ERPs nos EUA (Doss US$ 55M em março, Aden via YC, ticket médio das rodadas em agentic AI quase dobrou em 6 meses). Por que ainda não preocupam o mid-market brasileiro em 2026, e três cenários em que a proteção quebra. Spoiler: aquisição de player BR é o mais provável nos próximos 24 meses.
Te encontro terça que vem.