A semana de 26 de maio a 1º de junho entregou três sinais que conversam entre si.
A Tese começa pelo fenômeno que toda equipe de finanças vai ver chegando neste ano. A Lovable atravessou US$ 400 milhões de ARR em fevereiro de 2026, com 8 milhões de usuários e 100 mil projetos novos por dia. Em 87% das empresas Fortune 500, pelo menos uma plataforma de vibe coding está em uso. No time de finanças, alguém da operação já construiu o próprio agente, ad hoc, lendo dado do ERP via API e credencial pessoal. O argumento central do post: o ERP que não se tornar o núcleo agêntico próprio da organização poderá enfrentar custos significativos, especialmente em incidentes fiscais ou processos de auditoria, ao constatar que agentes externos não respeitam necessariamente os limites do seu perímetro de controle. A saída estrutural passa por uma plataforma de agentes nativa ao dado, à identidade e à política do sistema.
Em Produto, a ServiceNow realizou em maio a Knowledge 2026 e expandiu o AI Control Tower com 30 integrações novas (AWS, Azure, GCP, SAP, Oracle, Workday), lançou o Action Fabric em disponibilidade geral e o Project Arc com a Nvidia. A aposta declarada: posicionar-se como camada neutra que governa agentes de qualquer fornecedor, no espaço que a SAP nomeou de "AI governance layer" no Sapphire 2026. Análise técnica do que entrega hoje, do que ainda é roadmap, e do que isso pressiona em fornecedor de ERP.
Em Mercado, fechamos com o hardware. A Nvidia anunciou na Computex 2026 o RTX Spark, primeiro chip da empresa voltado a computadores pessoais. Soma-se ao Apple M5 e ao Qualcomm Snapdragon X. Pedro Doria descreveu o movimento em coluna recente em O Globo: o computador pessoal está se tornando AI-capable de fábrica. Olhamos o que isso muda para o CFO early adopter, com os números de adoção (Gartner, Forrester) que recomendam moderação. O ganho concreto existe agora, em 2026; a adoção em massa do mid-market é mais lenta do que a manchete sugere.
Te encontro terça que vem.